sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Satélite natural

Hoje, desesperadamente tua.
Da maneira como vives, do modo como morres.
Quando solitária, quando perdida como o teu choro bizarro que me entrega a ti.
Hoje, desesperadamente tua.
O sol que se eleva e que se chega ate mim.
O conforto e a aproximação.
O aconchego e a paixão.
Negra e eterna.
Serei sempre nossa, apontada, vivida.
Chorei felicidade. Agora sorrio falsidade.
Morro sempre e sempre.
A lua que existe e que permanece. Porque a Lua existe. A lua existe.

nao sei sentir

Não sei sentir.
Talvez porque sou criança e só penso em mim.
Mas não sei sentir.
Falas e eu ouço, mas não sinto.
Não levanto a mão e falo fora da minha vez.
Porque não sei sentir.
Conto e calo.
Para mim um alivio.
Para ti em estalo.
Gritas, sentes e eu ouço.
Mas não sei sentir.
Lamentas e abraças-me
Eu falo.
Mas não sinto.
Serei criança.
Chorarei baba e ranho, mas magoarei sempre.
Serei criança

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

atrevimento perspicaz

A valentia da minha pessoa passa pelo denodo da minha inocência. 
e tudo isto me leva a crer que tu nunca me amaste verdadeiramente.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

come home- One republic

Hello world
Hope you're listening
Forgive me if I'm young
For speaking out of turn
There's someone I've been missed
I think that they could be
The better half of me
They're in their own place trying to make it right
But I'm tired of justifying
So I say to you

[Chorus]
Come home
Come home
Cause I've been waiting for you
For so long
For so long
And right now there's a war between the vanities
But all i see is you and me
And the fight for you is all I've ever known
So come home
Oooh

[Verse 2]
I get lost in the beauty
Of everything i see
The world ain't half as bad
As they paint it to be
If all the sons
All the daughters
Stopped to take it in
Well hopefully the hate subsides and the love can begin
It might start now..Yeahh
Well maybe I'm just dreaming out loud
And until then

[Chorus]
Come home
Come home
Cause I've been waiting for you
For so long
For so long
And right now there's a war between the vanities
But all i see is you and me
And the fight for you is all I've ever known
Ever known
So come home
Oooh

[Interlude]
Everything I can't be
Is everything you should be
And that's why I need you here
Everything I can't be
Is everything you should be
And that's why I need you here
So hear this now

[Chorus]
Come home
Come home
Cause I've been waiting for you
For so long
For so long
And right now there's a war between the vanities
But all i see is you and me
And the fight for you is all I've ever known
Ever known
So come home
Come home
...só porque te quero aqui, em casa,
  Sá


domingo, 5 de dezembro de 2010

150 euros

Vesti o meu casaco de peles e calcei as minhas botas potentes de 150 euros e lá cometi uma loucura.
As botas extravagantes conseguiram levar-me até New York. Estava na calçada até que olhei num ângulo de 85º e vi-te.
WOOOW, tinhas um casaco de peles um tom abaixo do meu ! como seria possível ?
como seria possível um tipo do teu nível estar ali, a navegar ...
(mas suspeitava que aquele fdp era bom na cama)
estava a chover, mas os meus pés não estavam molhados. Afinal aquelas botas de 150 euros valiam mesmo a pena.
Mas algo que inconctreto e bizarro aconteceu. Á medida que te ias aproximando, talvez para eu sentir que te conheço e para me mostrares que até sabes falar português, o sol começava a predominar mais e mais.
E qual foi a minha reacção ?
Abri a mochila verde-Jamaica com umas características talvez únicas e desiguais e tirei as minhas vans pretas viciantes. Ao contrário de muitos, apertei os cordões.
Despi o casaco de peles, mas sabia que as botas potentes não cabiam.
Então, juntaste-te a mim e fomos por New York procurar algo suficientemente grande para guardar as minhas botas de 150 euros.


...e descobri que és bom na cama.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

its a long day

Hoje.
sai de casa.
apressada.
confusa.
meramente distraída e inconsciente do que possivelmente iria fazer.
mas bem, saí.
saí para dar uma caminhada.
(sim, eu saí do meu sofázinho para ir dar uma caminhada)
Calcei uns sapatos, em vez de sapatilhas, e vesti uma T-Shirt em vez daqueles quilos de roupa característicos do fenómeno climático que nos encontramos e saí.
(não me perguntem como nem porquê, mas saí)
e quando saí nunca mais voltei.
porque tu, ahaha, tu levaste-me prepetuamente e eu não resisti. não resisti a dar uma ''olhadela'' ao futuro sozinha na caminhada. 
(sim, foi na caminhada que te conheci, que entendi verdadeiramente que TU também calcas sapatos e que também vestes T-Shirts, que sentes o Inverno da mesma forma que eu ! )
mas levaste um casaco na mochila e esse casaco MATOU-ME ! 
matou-me e fez com que tu entendesses que precisas de estar preparada para enfrentar blábláblá (qualquer coisa) 

...e blábláblá (qualquer coisa) ajuda-te a nao sofreres.
afinal, wow, blábláblá é util



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

a tua duração na minha vida

-Mas se eu não gostar de mim , quem gostará ? -


Essa pergunta com certeza verás respondida a curto/médio/longo prazo (pelo menos foi o que me disseste num curto/médio/longo espaço de tempo).

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

3:00 da manhã

…depois despedi-me dele. Ele não disse nada de nada e estava quase a chorar.
Agarrou-me na mão como se me dissesse ‘até já meu amor’. Então ganhei coragem e fui-me embora. Mas não virei costas a nossa história, porque ainda sinto que aquele sábado vai valer a pena.
07-11-2010
 Parar o tempo; viajar; conhecer-te; aceitar-te; recordar-te.

ric and sá

de uma forma que te doa entender

Fantoche.
É o jogo que usas.
Algo velho e mudo. Algo perfeito e corajoso. Escondes em ti um poder único.
Tornas-te numa carta. Aquela carta que eras, mas que subitamente deixaste de ser.
Porque me abraçaste estúpida! Abraçaste-me e desde então nunca mais te senti de outra forma. Eras verdadeira. Eras enorme (mas pequena) e tinhas a capacidade de me alimentar.
Agora tens muito mais que isso.
Mas é a minha vez.
A minha vez de jogar.
Fogo, sinto-te tanto :x
E imagino-te igualmente.
Enganas-me exactamente da mesma forma e não quero saber o porque.
És a minha delícia preferida e combinas comigo, por muito diferentes que sejamos.
Para ti, quase sempre deixo de existir.
Sou como um fantasma. Um fantasma apaixonado, mas que só aparece quando não estas com ninguém. Porque ninguém sabe.
Mas ninguém entende aquilo que sei e sabe ainda mais. Porque provavelmente esta contigo agora, a ler este texto, esta confissão, esta ‘’despedida’’, esta carta de amor, estas linhas.
E risse contigo do assunto.
Porque esse ninguém existe. Existe eu sei. Eu sei que existe.
E agora estás aí, a bocejar como se o amor que ainda sentes não te deixasse dormir.
Tento dizer-te que te quero, agora, mas silenciosamente, de uma forma que te doa entender.